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Polícia investiga casos de golpes contra imobiliária

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Informações e Foto: TV Jornal de Limeira

A equipe comandada pelo delegado Munir Frakedine Prestes, titular do 3º Distrito Policial (DP) de Limeira, investiga uma mulher que vem aplicando golpes em pessoas dispostas a alugar imóveis na região da Boa Vista. A suspeita conseguiu enganar, pelo menos, duas pessoas.
No dia 25 de outubro, uma administradora de 58 anos, responsável por uma imobiliária da cidade, procurou a delegacia para alegar que dois dias antes, uma mulher foi à imobiliária e se interessou em visitar três imóveis. Em seguida, ela voltou dizendo ter gostado de uma das casas, mas levaria alguns dias, pois precisaria providenciar a documentação.
No dia seguinte, a imobiliária recebeu duas ligações de outras pessoas, alegando terem visto anúncio em um grupo do Facebook, mas como viram a placa da empresa no portão, entraram em contato para confirmar o aluguel pelo Facebook. Para ambas, foi informado que se tratava de um golpe, já que o imóvel, que era o mesmo que a cliente do dia anterior tinha se interessado, estava alugando somente pela imobiliária.
No dia em que a golpista, já identificada pela polícia, visitou a imobiliária, ela colocou o anúncio no Facebook e foi procurada por, pelo menos, duas pessoas. Uma delas, uma desempregada de 46 anos, chegou a se encontrar pessoalmente com ela na porta do imóvel. Elas entraram e, como gostou da casa, a desempregada decidiu por mudar para o local. A assinatura do contrato e o pagamento do primeiro aluguel, no valor de R$ 650, demorou dois dias, até que no dia 26, ela pegou o que seria a chave e quis mostrar a casa para a mãe. Chegando na casa, percebeu que a chave era falsa e encontrou um homem já morando no local.
Em depoimento a polícia, esse rapaz, que tem 26 anos, alegou que viu o anúncio também no dia 23 e que foi alertado pela suposta dona da imobiliária a entrar rápido na casa, já que a prefeitura estaria exigindo a ocupação. Ele pagou R$ 1,8 mil, de aluguéis adiantados, assinou o contrato e entrou na casa dois dias depois.
A representante real da imobiliária também foi ao imóvel , alegando que o rapaz tinha invadido o local. Ele então mostrou o contrato assinado e ficou sabendo que tinha caído em um golpe. O rapaz foi chamado à delegacia e teve de sair da casa, arcando com o prejuízo.
A polícia já conseguiu descobrir que a mulher, que se identificava como “Maria José”, na verdade, usa nome falso e, agora, tenta localizá-la para que ela prestes esclarecimentos. A polícia trabalha com a hipótese de mais pessoas terem caído no golpe e pede para que, se alguém também ter feito negócio com essa mulher, que procure a delegacia para melhor apuração da situação.