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Botão do Pânico ganha versão mais avançada e servidores recebem capacitação

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Técnicos do Ceprosom e integrantes da Guarda Civil Municipal (GCM) participaram nesta segunda-feira (15) de uma capacitação sobre uma nova versão do Botão do Pânico – dispositivo concedido às mulheres vítimas de violência, que possuem Medida Protetiva expedida pelo Tribunal de Justiça. A capacitação ocorreu no Centro de Operações Integradas (Copi), da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil e contou com a presença da assessora da Proteção Social do Ceprosom, Paula Furlan Gomes, da coordenadora do Creas, Fernanda Mendes, da vereadora Erika Tank e de GCMs.

 

Segundo o diretor da INTP, Lucas Vieira, empresa que desenvolveu o Botão do Pânico – o sistema passou por uma atualização tecnológica. “Estamos promovendo uma evolução do sistema, que irá operar com maior rapidez, estabilidade e segurança”, observou.

 

Limeira foi a primeira cidade do Estado de São Paulo a implementar a tecnologia, que funciona em caráter preventivo e agiliza o atendimento às ocorrências. Quando acionado pela vítima, o Botão do Pânico envia automaticamente um alarme ao Copi e a smartphoneusados por GCMs. Pelo celular, o GCM que atenderá à ocorrência tem acesso ao perfil completo da vítima e do agressor, incluindo fotos, e ao endereço em que a vítima está. Com os celulares conectados à plataforma, os GCMs podem tirar fotos em tempo real que poderão ser usadas posteriormente como provas judiciais.

 

A vereadora Erika Tank observou a importância do Botão do Pânico quanto à questão das provas judiciais, que após acionado passa a gravar todo o áudio da ocorrência. “Essa função é importante, pois permite saber qual é a situação que será enfrentada pela equipe da GCM, se o agressor está armado e que tipo de armamento está portando”, salientou. Durante a capacitação, a vereadora também fez algumas contribuições ao sistema e destacou os avanços. “Essa atualização mostra a preocupação de todos os envolvidos com o aperfeiçoamento do Botão do Pânico”, complementou.

 

A coordenadora do Creas também fez uma avaliação positiva da tecnologia. “As mulheres com Medida Protetiva se sentem mais seguras”, frisou Fernanda Mendes. Os esforços para garantia da agilidade no atendimento às ocorrências também foi outro aspecto apontado pela coordenadora. “O deslocamento da GCM até o local onde está a vítima leva menos de cinco minutos”, salientou.

 

Histórico:

Em Limeira, o Botão do Pânico se chama “Programa Priscila Munhoz”, em homenagem à jovem de 26 anos que foi assassinada com um tiro na cabeça pelo ex-namorado em 2013. O programa faz parte da Rede Elza Tank de Atendimento Integrado à Mulher em Situação de Violência. Por questões de segurança, o Programa não divulga o número de mulheres atendidas.